''Já faz tempo, eu vi você na rua. Cabelo ao vento, gente jovem reunida. Na parede da memória essa lembrança é o quadro que dói mais. Minha dor é perceber que apesar de termos feito tudo o que fizemos, ainda somos os mesmos''
O tempo faz com que deixe de haver diferenças entre a verdade e a mentira. Aquilo que aconteceu mistura-se com aquilo que eu quero que tenha acontecido e com aquilo que me contaram que aconteceu. A minha memória não é minha. A minha memória sou eu distorcido pelo tempo e misturado comigo próprio: com o meu medo, com a minha culpa, com o meu arrependimento.
Reflito sobre essas coisas, e como sempre, nosso tempo juntos retorna a minha mente. Relembro como tudo começou, pois agora essas memórias são tudo o que me resta.